Unico SENHOR E SALVADOR

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Predestinação Bíblica: Coerência e Verdade


Por Maria Helena Garrido Saddi

Em todo o contexto das Escrituras – Antigo e Novo Testamentos – há declarações fortíssimas convergindo para uma só e soberana Verdade: Deus concebeu, “desde antes da fundação do mundo”, e executou um fantástico Plano de Salvação, incluindo, potencialmente, a humanidade inteira!

Para comprovação do que temos afirmado, tomaremos algumas passagens de ambos os Testamentos:

· Ezequiel 18.23: “Desejaria eu, de alguma maneira, a morte do ímpio? – diz o Senhor Jeová. Não desejo, antes, que se converta dos seus caminhos e viva?” 

· Isaías 55.1,7: “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. [...]. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos, e se converta
ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” 

· Evangelho segundo João 3.16-17; 6.51: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. [...] Eu [Jesus] sou o pão que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” 

· Atos dos Apóstolos 10.34-35: “E abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e obra o que é justo.”

No entanto, o apóstolo Paulo, que afirma que “Deus, nosso Salvador, [...] quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm 1.3-4, com grifo nosso) – pronunciamento que está em perfeita consonância com as passagens bíblicas acima transcritas – esse mesmo Paulo faz colocações teológicas, em Romanos, 9.6-33, que parecem contradizer a afirmativa anterior. E não só a anterior, mas outras afirmativas, e na mesma epístola aos Romanos. 

Haja vista às seguintes:

“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação de vida” (Rm 5-18, com grifo nosso).

“Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência,
para com todos usar de misericórdia” (Rm 11.12, com grifo nosso).

Ora, se Paulo realmente se contradiz, não merece crédito. Se não, o que parece contraditório merece ser esclarecido.

E aqui se faz oportuno lembrar-se uma sensata colocação de Agostinho, em “De doctrina christiana”: qualquer interpretação feita de certa parte de um texto poderá ser aceita se for confirmada por outra parte do mesmo texto, e deverá ser rejeitada se a contradisser (apud ECO, Umberto. Interpretação e superinterpretação, 2001).

Antes de mais nada, lembremo-nos da advertência do apóstolo Pedro, em sua segunda epístola universal: 

“E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender (2 Pe 3.15-16, com grifo nosso).

Tomemos, então o texto da epístola de Paulo aos Romanos, 9.6-33.

A)-versículos 11 a 13

“11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal, para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama, 12 já fora dito a ela: o mais velho será servo do mais moço. 

13 Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.”

É fundamental que se considere que a grande preocupação de Paulo, nessa epístola, é a de pôr em relevo o seguinte: a salvação realiza-se pela Graça de Deus, manifestada na obra sacrifical e vicária de Cristo, e não pelas obras da lei mosaica.

 “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1.17). 

Daí porque, não aceitando isso, os judeus “tropeçaram na pedra de tropeço”, conforme o afirma o Apóstolo, no v. 32b desse mesmo capítulo.

Ora, o que ocorre é que, na referência de Paulo a Esaú e Jacó, é possível depreender-se uma comparação embutida, uma alegoria. No que se tem o mesmo procedimento retórico do Apóstolo, ao tomar, figurativamente, Sara e Agar, em Gálatas. 

Nessa epístola, Paulo fala dos dois concertos, o da carne e o da promessa: 

“Estas coisas são alegóricas; porque estas duas mulheres são duas alianças” (Gl 4.24a. A ênfase é nossa).

Semelhantemente, Paulo toma o processo de eleição / rejeição dos gêmeos, para ilustrar o processo de eleição do salvo e de rejeição do perdido, no tempo da Graça.

Reflitamos. A salvação e a perdição são devidas, respectivamente, às obras dos salvos e dos perdidos, consideradas em si mesmas? Como o poderiam ser, se “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23)? 

A salvação e a perdição não se devem, antes, ao posicionamento de aceitação ou de rejeição da Graça de Cristo?

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porquanto não creu no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.17-18).

Do mesmo modo, não foi pelas obras, aqui entendidas como o bem ou o mal, em si mesmos, praticados por Esaú e Jacó, pré-conhecidos por Deus, que o Senhor rejeitou um e escolheu o outro. Se assim fora, Jacó, por sua reprovável ação de enganar o pai Isaque (Gn 27.18-24 e 33) não teria sido escolhido.

As respectivas escolha e rejeição certamente se deram pelo prévio conhecimento de Deus, relativo ao posicionamento espiritual que cada um dos gêmeos assumiria, valorizando ou desvalorizando, aceitando ou rejeitando a bênção do Senhor, ligada à primogenitura.

Registra o versículo 34 do episódio relatado em Gn 25.29-34: 

“E Jacó deu pão a Esaú, e o guisado das lentilhas; e este comeu e bebeu e levantou-se e se foi. Assim, desprezou Esaú a sua primogenitura” (A ênfase é nossa).

Não foi assim também com Caim e Abel? Porventura, Deus aceitou Abel, e rejeitou Caim, gratuitamente? É razoável considerar-se que Deus tenha usado, para as respectivas aceitação e rejeição, critérios triviais, como a natureza das ofertas deles?

Deveras, não se impõe, pela sensatez, coerência e fundamentação bíblica, o entendimento de que Deus agiu, considerando a natureza espiritual das atitudes dos dois homens, refletida em suas ofertas? (Hb 11.4). 

Eis o que disse o SENHOR a Caim, quando rejeitou sua oferta:

“Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? (Gn 4.6-7, com ênfase nossa).

A propósito, Deus, que condena a acepção de pessoas, faria o que condena?

“Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores” (Tg 2.9, com ênfase nossa).

“Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas” (Dt 10.17, com ênfase nossa).

Então, o Senhor aceitaria, o Senhor amaria um bebê, e rejeitaria, e aborreceria o outro, pura e simplesmente?

Com efeito, Deus, que é onisciente, precisaria esperar que Esaú e Jacó nascessem e manifestassem suas respectivas índoles espirituais, agindo bem ou agindo mal, para que Ele os distinguisse?

Aqui entra a palavra adequada de Paulo: 

aos que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E, aos que predestinou, a estes também chamou; e, aos que chamou, a estes também justificou; e, aos que justificou, a estes também glorificou” (Rm 8.28-30).

E, ainda, a palavra de Pedro, oportuníssima: 

“Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros, dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas” (1 Pe 1.1-2, com ênfase nossa).

Assim, pois, a predestinação é fruto de um pré-conhecimento, e não de predeterminação fatalista. Veja-se Jo 6.63b-64:

“as palavras que eu vos disse são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não creem.
Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam e quem era o que o havia de entregar.” 

E ainda: 

“[Jesus] não precisava que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2.25, com ênfase nossa).

Portanto, repetimos, a predestinação é fruto de um pré-conhecimento.

Da parte de quem? Da parte de Deus. A respeito de quê e de quem?

A respeito do posicionamento espiritual do homem, relativamente à aceitação da obra redentora de Jesus Cristo. Isso significa ir a Jesus e recebê-lo como Salvador e Senhor, mediante a Fé na sua Palavra.

Mas, como entender a afirmação de Cristo: 

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou não o trouxer” (Jo 6.44a)?

Afinal, poder-se-ia questionar: é o homem que escolhe ir a Jesus, ou é o homem que, com ou sem escolha própria, é levado a Jesus por Deus, o Pai?

A dissolução desse aparente impasse ao posicionamento exegético que temos sustentado é operada pelo próprio Cristo. Onde? Na imediata continuação de sua fala. Ele diz no versículo seguinte, o de número 45 do texto citado:

“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.” (Ênfase nossa.)

E como é que se ouve e se aprende do Pai, para se ir a Jesus?

Ouve-se e aprende-se do Pai:

1º - ouvindo-se e aprendendo-se o que todos os profetas bíblicos e a lei de Moisés e os Salmos testificaram a respeito de Jesus, o Cristo de Deus (Lc 24.27 e 44; Jo 5.39);

2º - ouvindo-se e aprendendo-se a doutrina do Pai, ensinada por Jesus, o Filho unigênito de Deus. Veja-se como o Mestre divino coloca isso:

“A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus ou se falo de mim mesmo” (Jo 7.16-17, com ênfase nossa).

E, ainda: ouve-se e aprende-se do Pai, recebendo-se o testemunho que Jesus dá sobre si mesmo, porquanto esse testemunho é válido pela comprovada autoconsciência sobrenatural da Testemunha, com o endosso, i.e., com a confirmação do Pai. É Jesus que afirma isso, categoricamente, dizendo aos judeus:

“Ainda que eu [mesmo] testifique de mim, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho nem para onde vou. [...]. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou” (Jo 8.14 e 18, com ênfase nossa).

Portanto: Todo aquele que conhece e, livremente, aceita a doutrina de Deus, o Pai, a respeito de Jesus Cristo, o Filho – é levado pelo Pai, nos trilhos de sua Palavra, ao Filho. Tal processo acontece na unidade do Espírito Santo.

E, aqui, convém lembrar que esse posicionamento do homem – aceitando, pela fé, a Graça salvadora de Jesus Cristo – manifestar-se-á, havendo oportunidade, em atitudes do cristão. Tais atitudes se traduzem no fazer como expressão do ser, comprometido com a decisão, livremente assumida, de obedecer à Palavra. 

São elas as obras, das quais fala, de forma contundente, o apóstolo Tiago: 

“a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma” (Tg 1.17).

Crer, como mera atitude mental e passiva de reconhecimento da eficácia do sacrifício vicário de Jesus Cristo, não opera a Salvação. 

“Porque somos feitura sua [de Deus], criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10, com ênfase nossa). 

Se a fé, descomprometida com a obediência ao Senhorio de Cristo, operasse a Salvação, os demônios seriam todos salvos. O que diz a Escritura? – 

 “Crês tu que há um só Deus? Fazes bem. Também os demônios o creem e estremecem” (Tg 2.19).

E, ainda: 

“estava na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta voz, dizendo: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus” (Lc 4.33-34, com ênfase nossa).

De fato, como é que se crê, verdadeiramente, em Deus cuja lei resume-se no Amor, e não se faz o bem ao próximo? E não se procura ter um comportamento digno, i.e., coerente com os ensinamentos da Sua Doutrina? (Cl 1.10).

Nesse espírito de entendimento, compreenda-se o critério da prática das boas obras, empregado por Jesus, para estabelecer a escolha e a rejeição das pessoas, definindo-as, respectiva e metaforicamente, como bodes e ovelhas (Mt 25.31-46).

Veja-se a confirmação desse critério em outra palavra de Cristo, conforme o registro do Evangelho segundo João, 5.28-29:

“Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz [voz do Filho de Deus]. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação.”


B) – Versículos 15,16,17,18

15 Pois ele [Deus] diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. 
16 Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. 
17 Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. 
18 Logo, tem misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.”

Analisemos: Deus, que é perfeitamente santo, teria uma vontade passível de ser caprichosa, arbitrária, leviana, movida por ventos circunstanciais, inconsequente – semelhante à vontade do homem?

A vontade d’Ele, como tudo o que lhe é próprio, é santa, é pura, é perfeita. Ele se compadeceu de Noé que, em meio a uma raça corrompida, “era um varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus” (Gn 6.9). Noé “achou graça aos olhos do Senhor” (Gn 6.8), à semelhança de Moisés, a quem Deus disse: “Conheço-te por teu nome; também achaste graça aos meus olhos” (Êx 33.12).

No entanto, nem por isso o Senhor deixou de punir severamente a Moisés, quando este cometeu uma falha grave (Dt 32.49-52)

E o mesmo não sucedeu relativamente a Salomão?

Escolhido por Deus, para suceder a Davi, seu pai, Salomão sofreu, mais tarde, a punição divina por seu pecado de idolatria (1 Cr 28.6; 1 Rs 11.11).

E a escolha de Salomão, porventura, não se terá ligado ao prévio conhecimento do SENHOR, concernente ao correto posicionamento espiritual que esse filho de Davi teria, quando o SENHOR se manifestasse a ele, pela primeira vez? (2 Cr 1.7-12).

Mas, consideremos: o dom da sabedoria privaria o sábio rei de Israel do livre exercício da sua vontade, ou seja, do livre-arbítrio? Claro que não! Disse-lhe o SENHOR: “Se andares nos meus caminhos [...]. também prolongarei os teus dias (1 Rs 3.14, com ênfase nossa).

E, ainda: o dom da sabedoria isentá-lo-ia da inclinação adâmica para a estultícia? Também não. Prova é que Salomão, na sua velhice, abraçou muitas mulheres estrangeiras e, com elas, a insensatez do pecado (1 Rs 11.4-8).

O que fez o SENHOR? Rasgou o reino da mão dele, conforme o profetizara Aías, o silonita (v.31).

Então, o agir de Deus, relativamente ao homem, não se tem revelado, nas Escrituras, como entendem alguns intérpretes. Ou seja: como algo que é como é, independente do que quer que seja, porque Deus é soberano.

Muito pelo contrário! O SENHOR, no A.T., que diz: 

“Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto de suas ações (Jr 17.10, com ênfase nossa) – é exatamente o SENHOR, no N.T., que declara, no Apocalipse: “eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras” (Ap 2.23, com ênfase nossa).

Confira-se como Davi era consciente dessa verdade: 

“Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus, e a ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras” (Sl 62.11, com ênfase nossa).

Lembremo-nos de que o próprio apóstolo Paulo, exatamente em sua epístola aos Romanos, faz afirmações fortíssimas a respeito dessa questão:

 “o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça. 

Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego; glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica bem, ao judeu primeiro e também ao grego. Porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm 2.5-11).

E, fazendo eco a todo esse depoimento, soa o testemunho do apóstolo Pedro: 

Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e obra o que é justo” (At 10.35).

Lamentavelmente, a visão incorreta da soberania de Deus, no que respeita à Salvação, tem levado muitos a posturas preocupantes. 

De um lado, “não importa o que eu diga / não importa o que eu faça / sou salvo pela Graça”, conforme uma das canções de certa banda gospel; de outro, o angustioso dilema daqueles que não conseguem ter a certeza de que são ou não escolhidos para a salvação. 

O que se deve ao entendimento equivocado da afirmação paulina “não depende de quem quer ou de quem corre”.

Oportunamente, passamos à análise da expressão supracitada, integrante do v.16 de Romanos,9: 

“Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia”.

À luz do contexto maior das Escrituras, pode-se depreender, do versículo sob enfoque, uma referência à absoluta ausência de participação do homem na obra da salvação, que é de exclusivo mérito de Deus, tanto no querer quanto no efetuar.

Entenda-se: ausência de participação do homem no que diz respeito à natureza da obra – em seu projeto (querer) e execução (correr). 

Obra essa que foi representada pela pedra, cortada sem mãos, i.e., sem ação humana, no sonho profético de Nabucodonosor (Dn 2.34). 

A propósito, a participação do homem consiste em seu posicionamento de aceitação ou rejeição da obra salvadora, concebida e consumada pelo PAI, por meio do FILHO, Jesus Cristo, na unidade do ESPÍRITO SANTO. 

Este é o CAMINHO, escolhido (querido, desejado) e provido (per-corrido, executado) por DEUS, para salvar o homem que se dispuser a crer. Não é isso que afirma a Escritura? 

Confira-se: 

“Quem crer e for batizado, será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc 16.16).

E mais: o referido posicionamento do homem, concernente à aceitação do sacrifício vicário de Cristo, para a sua salvação, requer, comumente, esforço em vários sentidos. O que disse Jesus? 

“Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (Lc 13.24); 

 “porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida” (Mt 7.14).

Observe-se como este imperativo de Cristo “Esforçai-vos por entrar” vai de encontro a determinado posicionamento doutrinário de que serão salvos os que forem pré-ordenados para a salvação. Ora, um pré-ordenado para a salvação precisaria envidar algum tipo de esforço, para trilhar o caminho que leva à vida?

Na verdade, a OBRA SALVADORA “não depende de quem quer ou de quem corre”, no sentido de que não depende da vontade do homem, aplicada à escolha de uma forma de salvação, na qual invista todo o seu esforço, para atrair a compaixão de Deus. 

 E isso Paulo coloca muito claramente, conforme já o mencionamos, e é oportuno repetir:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9, com ênfase nossa).

Note-se: é pela graça, pois todos somos pecadores, e “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Mas impõe uma condição: aceitar submeter-se ao senhorio de Jesus Cristo. Não foi isso que Paulo respondeu ao carcereiro, em Atos, 17.31? “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”. 

E o que significa isso? Significa esforçar-se para obedecer aos Ensinos d’Ele. O que implica, obviamente, buscar conhecê-los. A propósito, o que disse Jesus?

“E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos digo?” (Lc 6.46, com ênfase nossa).

Precisamente a respeito desse Cristo, que é “a expressa imagem de sua pessoa [pessoa de Deus]” – Hb 1.3, o evangelista Mateus escreveu: “E Jesus, saindo, viu uma grande multidão e, possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos” (Mt 14.14).

Confirmativamente, Marcos registrou: 

“E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6.34).

Ora, Jesus, que é a revelação humana da Pessoa espiritual de Deus, compadeceu-se da multidão, e não de uma casta de privilegiados.

Entenda-se, pois: Deus concebeu e consumou a forma exclusiva de Salvação do homem. Disse Jesus:

“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 1.4-6, com ênfase nossa).

E Deus teve misericórdia e se compadeceu do mundo. Declarou Jesus: “o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo” (Jo 6.33).

Deus quis endurecer o coração de Faraó, porque Faraó tinha uma índole rebelde. Deus sabia que haveria uma circunstância propícia para que fosse gerado aquele tipo humano, então, permitiu que aquela possibilidade se concretizasse e fez um projeto para se cumprir ali (“Para isto mesmo te levantei”, Rm 9.17a).

Veja-se o livro bíblico, intitulado Lamentações, 3.59-65, na versão francesa de Louis Segond: “Tu les livreras à l’endurcissement de leur coeur” (La Sainte Bible, Alliance Biblique Universelle).

Traduzimos: “Tu endurecerás o coração deles”. Uma das versões portuguesas publicadas: “Tu lhes darás cegueira de coração” (=cegueira espiritual).

Por que o profeta Jeremias diz aí que Deus endureceria o coração dos homens aos quais ele se refere no texto citado? Por causa da rebeldia deles à Palavra de Deus; de todo o mal que, em consequência, faziam ao profeta. Por isso, Deus os tornaria sem discernimento da verdade espiritual; portanto, vulneráveis ao engano do diabo, para se perderem, se não viessem a arrepender-se, de algum modo possível.

Semelhantemente, por que Israel foi temporariamente endurecido, para não reconhecer Jesus como o Messias? Pela maldade e incredulidade da nação. Veja-se o capítulo 11 de Romanos, do qual destaco os versículos 7 e 20:

“7 Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros [os de Israel] foram endurecidos.” (Ênfase nossa)

“20 Está bem;
pela sua incredulidade [deles, judeus], foram quebrados, e tu [gentio] estás em pé pela fé.” (Ênfase nossa)

Ainda a respeito disso, ou seja, da maldade e incredulidade conduzindo ao endurecimento de coração, no sentido de cegueira espiritual, veja-se em 2 Ts 2.8-12, como serão enganados pelos prodígios do anticristo aqueles que não deram ouvidos à verdade, para se salvarem.

Claro, pois, está que o endurecimento do coração, sinônimo de cegueira espiritual, é consequência de rebeldia!

C) – Versículos 21 a 24

“21 Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?

22 Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira preparados para a perdição,

23ª fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para a glória
já dantes preparou

24 os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?” (Ênfase nossa)


Considerações:

· O ato original da criação: Gn 2.7 – ação direta de Deus.

· O desdobramento do ato original: Gn 1.28 – ação indireta de Deus, intermediada pelo homem.


Aí está o ponto-nó da questão. E a chave exegética está na aproximação do versículo 21 de Romanos 9 com o versículo 26 de Atos 17.

· Rm 9.21: “Ou não tem o oleiro poder sobre o vaso, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?”

· At 17.26: “De um só fez toda a raça humana.”


Atente-se para a correspondência das expressões:

“da mesma massa fazer” e “de um só fez”.

Tomando-se o versículo de Atos, consideremos:

do que foi feito esse um? De que material, de que massa?

Como diz a Escritura, o homem foi feito do pó da terra, do barro. Por oportuno, compare-se, cientificamente, a composição química da terra com a do corpo humano e se constate a fantástica correspondência!

Pois bem, o que foi concedido a esse um, que veio do pó?

Foi-lhe concedido o livre-arbítrio: a liberdade para escolher os seus posicionamentos morais e espirituais (Gn 2.16-17); a LIBERDADE para ESCOLHER ser um vaso para honra ou um vaso para desonra.

O que Paulo diz ao Gálatas, 5.13? 

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis da liberdade para dar ocasião à carne”.

O que isso quer dizer? Que é possível usar-se a liberdade, para se ter um comportamento honroso, nobre, digno ou para se ter um comportamento desonroso, vil, indigno. A propósito, eis a advertência de Cristo:

“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do homem” (Lc 21.36, com ênfase nossa).

É procedente, portanto, o entendimento de que, ao conceder ao primeiro vaso, Adão, e a toda a sua descendência, a liberdade de escolha, para se estabelecer como um ser moral e espiritual, Deus estava fazendo, em potencial – do mesmo barro, isto é, da mesma massa – vasos para honra e vasos para desonra.

O próprio Paulo confirma tal entendimento, retomando a metáfora dos vasos para honra / vasos para desonra, em 2 Tm 2.20-21, com ênfase nossa:

“20 Ora, numa casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra.

21 Assim, pois,
se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.”

Atente-se para a clareza com que o Apóstolo coloca, nesse excerto, o fato de que a liberdade de escolha concedida ao homem é que, mediante o exercício de sua vontade, permite-lhe a possibilidade para tornar-se um utensílio para honra. Sinonimamente, um vaso para honra. E assim se efetiva um vir-a-ser, criado potencialmente por Deus.

É notável como Jó enxergou-se lá, na feitura de Adão. De fato, Jó viu-se com tanta nitidez naquele processo, que, ao falar da sua formação individual, referiu-se a ela como se tivesse acontecido no próprio ato original da criação adâmica.

Ou seja, Jó entendeu que, ao ser formado Adão, ele, Jó, estava, em potencial, sendo ali formado também. Confira-se o que o patriarca fala para Deus:

As tuas mãos me fizeram e me entreteceram; e, todavia, me consomes. Peço-te que te lembres de que, como barro, me formaste, e de que ao pó me farás voltar (Jó 10.8-9, com ênfase nossa).

Também Paulo, e de modo particularmente categórico, faz alusões a essa realidade ôntico-adâmica do homem. Ao afirmar, por exemplo, que “todos morrem em Adão” (1 Co 15.22), o Apóstolo está tomando a existência de cada ser humano numa perspectiva paradoxal de potencialidade e efetividade, referente ao ato original da criação.

E isso se coloca muito fortemente num momento da epístola aos Hebreus (seja ou não seja Paulo o autor). Momento em que se fala da natureza figurativa do sacerdócio de Melquisedeque em relação ao de Cristo. Vejamos o que se diz:

“por meio de Abraão, até Levi, que
recebe dízimos, pagou dízimos, porque ainda ele estava nos lombos de seu pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro” (Hb 7.9-10, com ênfase nossa).

Considere-se como o presente da existência de Levi (que recebe) é conjugado com a perspectiva de sua existência potencial no passado (pagou), isto é, de sua existência entranhada no seu antepassado Abraão.

Ou seja: Levi era apenas uma possibilidade de vir-a-ser na descendência do patriarca hebreu, e, no entanto, é tido pelo autor da epístola como um ser efetivamente pronto, consumado – um ser que agia: pagou dízimos ao sacerdote Melquisedeque, que saíra ao encontro de Abraão.

Destarte, a liberdade concedida ao homem, e o consequente bom ou mau uso que ele faria dela foi a condição de que Deus se serviu para fazer vasos para honra e vasos para desonra; vasos que Ele “dantes preparou” (v.23), nos quais mostra, de um lado, a sua ira e o seu poder, e, de outro, as riquezas da sua glória.

Atente-se para a colocação de Paulo: “dantes preparou”. Deus preparou tais vasos, quando?

Dantes ou de antemão; no entanto, Paulo diz que os tais vasos de honra ou de misericórdia “somos nós”, referindo-se a si mesmo e aos demais cristãos, chamados “não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios” (Rm 9.24).

Ora, há um desnível temporal entre as formas verbais que se ligam aos ditos vasos: preparou / somos.

Convém lembrar que, tanto a expressão “dantes”, como a “de antemão” (variantes de tradução) são adjuntos adverbiais de tempo e apontam para uma época anterior, uma época recuada, distante. Certamente, apontam para o princípio da história do homem, para o ato primeiro da criação. O que serve de apropriado embasamento para o que afirmamos:

Pela LIBERDADE concedida ao homem, para comer da árvore do conhecimento, ou não comer; para fazer o bem ou fazer o mal, enfim, para OBEDECER ou DESOBEDECER a Deus – Ele, o SENHOR – FEZ, isto é, “dantes preparou”, EM POTENCIAL, vasos para honra e vasos para desonra.

Em face do exposto, poder-se-ia perguntar: e a soberania de Deus? Ficaria Deus refém do querer e das decisões humanas?

Absolutamente! Foi na sua SUPREMA SOBERANIA que ELE QUIS colocar as coisas como foram colocadas. ELE QUIS fazer o homem à sua imagem e semelhança, daí lhe ter concedido o livre-arbítrio.

E o SENHOR administra perfeitamente tudo isso, fazendo agir, harmonicamente, as suas vontades diretiva e permissiva.

Pela vontade diretiva – que traduz o Seu desejo, o Seu sentimento, o Seu ideal, e se expressa em Seus comandos (o Decálogo, basicamente),

· Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade”(1 Tm 2.4, com ênfase nossa);

· “O Senhor [...] é longânimo para conosco,
não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3.9, com ênfase nossa).

Pela vontade permissiva, que deixa operar o livre-arbítrio humano – “Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem desta terra. Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada” (Is 1.19-20, com ênfase nossa) – Deus permite que o homem escolha o seu destino eterno de salvação ou de perdição.

Já partindo para o fechamento do presente estudo, ocorre-nos a importância de fazermos o seguinte alerta:

Não se confunda a predestinação salvadora com a predestinação missionária.

Com efeito, a predestinação salvadora liga-se ao pré-conhecimento onisciente de Deus a respeito dos que, livremente, aceitariam o Plano de Salvação concebido pelo Pai e consumado pelo Filho, Jesus Cristo. Plano predeterminado antes da fundação do mundo (Ef 1.4; Ap 13.8), visando a salvar os “dantes conhecidos” (Rm 8.29).

Já a predestinação missionária – esta, sim, consiste na prévia escolha específica operada por Deus, distinguindo homens e mulheres para a execução de tarefas especiais em Seu Reino.

De fato, Deus escolhe, chama e capacita uns, para realizarem determinados trabalhos, em favor de outros ou dos outros. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Saulo de Tarso, tornado Paulo.

Aquele judeu, extremamente zeloso da tradição de seus pais (Gl 1.14), perseguiu a Igreja do Senhor, movido por um zelo sem entendimento, como o próprio declarou (Fp 3.6; Rm 10.2). Ao ser esclarecido, porém, mudou, de forma radical, a atitude.

Submeteu-se, voluntariamente, a sofrer altos danos em defesa do Evangelho de Cristo. Quando os cristãos, mediante a profecia de Ágabo (At 21.10-11), quiseram demovê-lo do intento de ir a Jerusalém, onde sofreria duras retaliações, Paulo respondeu:

“Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (At 21.13).

Deus o havia predestinado para uma missão importantíssima na expansão do Evangelho. A respeito dele, Jesus falou a Ananias:

“este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (At 9.15-16).

E Paulo alcançou plena consciência disso. Ele disse:

“Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne nem sangue” (Gl 1.15, com grifo nosso).

E muitos outros casos ilustram esse sentido da predestinação missionária, nas Escrituras. Veja-se o depoimento de Jeremias:

“Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que te formasse no ventre, te conheci; e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta” (Jr 1.4-5, com grifo nosso).

Considere-se: “Antes que te formasse no ventre, te conheci”. O que se tem, nessa fala do Senhor, senão uma prova do conhecimento divino precedendo Sua ação, na vida do homem?

E não poderíamos omitir o exemplo especial de escolha para missão no Reino, que se encontra na declaração de Jesus a seus discípulos:

Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós; e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15.16, com grifo nosso).

Com efeito, foram aqueles discípulos escolhidos para, à exceção de Judas Iscariotes, estabelecerem os princípios da Igreja de Cristo, na terra. 

E nisso consistiu o fruto permanente da produção espiritual deles. Não se tratou, pois, de uma escolha para a Salvação, mas de uma escolha para o serviço na seara de Deus.


Para a Salvação eterna da alma, o convite é feito por
JESUS CRISTO

e dirigido a
“Todos os que tendes sede, vinde às águas”
(Is 55.1)

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”
(Jo 7.37)

“Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba
de graça a água da vida”
(Ap 22.17)

***
Bibliografia

1.Bíblia Sagrada. Trad. em português por João Ferreira de Almeida. Edição revista e corrigida. São Paulo: Scripturae, 2004.

2.La Sainte Bible. Traduite d’après les textes originaux hébreu et grec par Louis Segond, docteur en Théologie. Alliance Biblique Universelle.


Nota:

Este trabalho de exegese bíblica não é fruto de consulta a qualquer compêndio teológico. Resulta, exclusivamente, do acurado exame das Escrituras, realizado pela autora, Maria Helena Garrido Saddi, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), doutora em Letras. 

A autora é membro da Igreja Batista Hebrom, em Goiânia/GO. E-mail: hgsaddi@gmail.com.

Goiânia, 2009.


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