10:33
A participação popular foi inédita: só na av. Paulista havia, segundo o Datafolha, 500 mil pessoas (a PM estimou o público em 1,4 milhão).Brasília também teve público excepcionalmente alto, estimado pela polícia em 100 mil pessoas.
Abaixo você pode acompanhar a cobertura do dia em ordem cronológica:
10:36
O MBL (Movimento Brasil Livre) e o Vem pra Rua são dois dos principais grupos por trás da organização dos protestos.10:37
Em Brasília, manifestantes começam a chegar à Esplanada dos Ministérios, ponto de concentração dos protestos anti-Dilma deste domingo.
10:39
Após uma sequência de nove dias tensos que incluíram a condução coercitiva, denúncia e pedido de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, são esperados neste domingo grandes protestos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff em mais de cem cidades em todo o Brasil, além de outros países.Os bastidores dos protestos deste domingo
10:40
Para o diretor do Brazil Institute do King's College de Londres, Anthony Pereira, a denúncia e pedido de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o efeito imediato de agravar a crise do Brasil. Mas, em longo prazo, isso pode resultar em reformas e ter um impacto positivo na democracia brasileira.'Democracia no Brasil não é como pessoas querem'
10:40
Apesar de considerar "uma bobagem" a hipótese de que um golpe contra o governo esteja se desenrolando hoje, Almino Affonso diz temer pelo futuro das instituições.'Bobagem', diz ex-ministro de Jango sobre 'golpismo'
10:47
Mariana Schreiber, Da BBC Brasil em BrasíliaAntonio de Souza, 60 anos, veio às quatro manifestações antigoverno desde março de 2015 para vender bonés, bandeiras e cornetas. Segundo ele, o protesto de hoje está menor que os dois primeiros. "Só o de dezembro foi menor".
"Cadê o povo pra derrubar a Dilma? Eu vim no protesto contra o Collor. Tinha mil vezes mais gente", contou.
10:53
Mariana Schreiber, Da BBC Brasil em BrasíliaSegundo a correspondente da BBC Brasil em Brasília, Mariana Schreiber, manifestantes começam a chegar à Esplanada dos Ministérios, ponto de concentração dos atos anti-Dilma deste domingo. "A impressão inicial é de que a manifestação está menor do que as do ano passado, mas as pessoas ainda estão chegando", diz ela.
11:08
Ewerthon Tobace, De Tóquio para a BBC BrasilNo Japão, a cantora Tsubasa ─ famosa nas redes sociais por gravar covers de música brasileira ─ postou um vídeo nesta semana em sua página do Facebook convocando os fãs a comparecer aos atos anti-Dilma deste domingo. Em três dias, o vídeo teve quase 300 mil visualizações, 5,7 mil compartilhamentos e gerou uma discussão acalorada entre os internautas.
"Pra um lado ou pra outro, o que não pode acontecer é as pessoas ficarem paradas. Se todos ficarem estáticos, quem perde é o Brasil, e eu torço pelo Brasil", disse a japonesa ao repórter da BBC Brasil em Tóquio, Ewerthon Tobace.
Tsubasa disse que resolveu fazer o vídeo porque queria chamar a atenção das pessoas, em especial dos fãs, para "os problemas sociais, econômicos e para a corrupção que o Brasil vem sofrendo".
"Vou ao Brasil desde 2009 e aprendi a gostar do país como se fosse meu país de origem. Tenho um grande número de fãs no Brasil, e a vida deles é muito importante pra mim", justificou a cantora.
11:12
Daniela Fernandes, De Paris para a BBC Brasil Em Paris, o protesto contra Dilma reúne apenas cerca de 20 pessoas na praça de Alma Marceau, nas proximidades da embaixada brasileira. O evento começou ao som de músicas de Lobão e teve a presença de um mini-boneco Pixuleco.11:24
No Rio, a manifestação ocorre em Copacabana. Grande parte dos manifestantes usa verde e amarelo e carrega bandeiras do Brasil.11:26
Mariana Schreiber, Da BBC Brasil em Brasília"O grande ídolo da manifestação é o juiz Sérgio Moro. No momento, um dos carros de som passa pela catedral de Brasília. Ao microfone, um dos líderes do protesto pede um agradecimento especial a Jesus Cristo e que ele ilumine os trabalhos da PF (Polícia Federal), do MP (Ministério Público) e da Justiça", informa a correspondente da BBC Brasil em Brasíia, Mariana Schreiber.
12:11
Em Belo Horizonte, o protesto acontece na Praça da Liberdade. Essas manifestantes fizeram um panelaço contra a presidente Dilma Rousseff, que é mineira.12:17
Daniela Fernandes, De Paris para a BBC Brasil Em Paris, cerca de 70 pessoas atenderam à convocação feita pelass mídias sociais e se reuniram defronte a embaixada brasileira na capital francesa para participar dos protestos contra o governo da presidente Dilma Rousseff.12:29
Mariana Schreiber, Da BBC Brasil em Brasília Com uma faixa em que se lia "Pau na jararaca" sobre o desenho de uma cobra com o rosto de Lula, a professora de biologia da UnB Regina Helena Macedo, 57, fazia sucesso na manifestação de Brasília. Muitos faziam fila para tirar fotos com a faixa."A manifestação de hoje está tão estusiasmada como a primeira (de março de 2015). As notícias da última semana deram nova esperança (de queda da presidente)", disse.
Questionada sobre a possibilidade de Michel Temer assumir o governo, ela se disse cética e afirmou que também considera o PMDB corrupto, "mas que pior não pode ficar".
12:31
Jefferson Puff - @_jeffersonpuff, Da BBC Brasil no Rio de Janeiro No Rio de Janeiro, militantes a favor do PT e da presidente Dilma Rousseff convocaram, durante a semana, um protesto no Parque Madureira, na zona norte da cidade. A ideia era manter o ato pró-governo distante dos manifestantes que se reúnem na orla de Copacabana, na zona sul. Mas, até o momento, não há movimentação em Madureira.12:32
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimentou manifestantes que demonstravam apoio a ele em frente a seu prédio, em São Bernardo do Campo, em São Paulo. O PT havia marcado atos neste domingo em diversas cidades, mas a maioria acabou cancelada devido ao temor de confrontos com militantes favoráveis ao impeachment.12:42
O senador Aécio Neves (PSDB) participou da manifestação em Belo Horizonte. "É a Praça da Liberdade, as praças e ruas do Brasil inteiro dizendo: basta! Basta de tanto desgoverno", escreveu no Twitter.12:52
Luís Barrucho - @luisbarrucho, Da BBC Brasil em Londres Cerca de 50 manifestantes protestam contra a presidente Dilma Rousseff em frente à embaixada do Brasil em Londres. Eles pedem o impeachment da petista e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O protesto começou por volta das 14h (11h de Brasília).13:11
Mariana Schreiber, Da BBC Brasil em BrasíliaAo final do protesto em Brasília, quando muitos manifestantes já tinham deixado o gramado do Congresso, o deputado federal Jair Bolsonaro foi carregado no colo e ovacionado por algumas centenas de pessoas. Alguns manifestantes deixaram o local dizendo que nenhum político deveria ser "endeusado". Bolsonaro depois subiu no carro de som e discursou; ele chamou Dilma de "anta" e "canalha" e fez elogios ao golpe militar de 1964.
13:24
Jefferson Puff - @_jeffersonpuff, Da BBC Brasil no Rio de JaneiroUm dos personagens mais solicitados para selfies pelos que participam dos protestos na praia de Copacabana, no Rio, o empresário Rodrigo Brasil, de 26 anos, chama atenção ao desfilar com um carro importado conversível levando a bordo um amigo fantasiado de Lula com uniforme de presidiário.
13:31
Caio Quero, Da BBC Brasil em São Paulo O boneco Pixuleco, que representa o ex-presidente Lula com roupa de presidiário, é inflado sob aplausos na avenida Paulista. A manifestação em São Paulo está marcada oficialmente para 14h30, mas a avenida já está cheia de manifestantes vestindo verde e amarelo.13:40
Caio Quero, Da BBC Brasil em São PauloDiversos manifestantes aproveitaram a presença de um carro da tropa de choque para tirar fotos e selfies. O ajudante de transportes Charles Oliveira, 26, foi um deles. "Apoio Bolsonaro para presidente e por isso apoio os militares ", disse Oliveira, morador de Pirituba, que afirmou esperar que Lula seja preso nos próximos dias.
13:45
Mariana Schreiber, Da BBC Brasil em Brasília Segundo a Polícia Militar, o protesto em Brasília reuniu 100 mil pessoas. O número é bem maior do que o da manifestação de março do ano passado, quando 45 mil pessoas compareceram.14:03
Em um domingo nublado e de temperatura amena em Austin, Texas, 21 pessoas se reuniam, com bandeiras do Brasil enroladas e camisas da seleção, no Mercado Central, informa o repórter Eduardo Graça.
Embora conte com uma comunidade brasileira estimada pelos próprios moradores em 10 mil pessoas e um dos mais respeitados Centros de Estudo sobre o Brasil nos EUA, a manifestação foi esvaziada por conta do período de férias dos estudantes universitários - o spring break - e por cair no primeiro fim de semana do festival de música, tecnologia e cinema South by Soutwest, que concentra as atenções da mídia local.
"É importante frisar que este não é um protesto anti-PT, e sim uma manifestação a favor de mais prestações de contas dos políticos de todos os partidos à sociedade civil brasileira.
Usamos os EUA, onde podemos exercer pressão direta sobre os nossos representantes, como exemplo. É possível uma outra relação com a política, mais cidadã", disse a professora Ana Caldas, 46 anos, há 17 nos EUA e 13 em Austin.
14:03
Caio Quero, Da BBC Brasil em São PauloEugênio Ávila, 32, veio de Guaianases, no extremo leste de São Paulo, para vender faixas pelo impeachment na Avenida Paulista. Em outras manifestações ele vendeu água, mas desta vez resolveu variar e, além de bebidas, oferece faixas contra Dilma por R$ 5.
Pela manhã, faltando algumas horas para o início oficial dos protestos, Eugênio disse que já havia vendido três faixas. Ele, no entanto, se dizia preocupado com uma eventual chuva que pudesse afastar a clientela.
14:09
Mamede Filho, De Lisboa para a BBC Brasil150 pessoas de reúnem no Largo Camões, em frente à antiga Embaixada do Brasil em Lisboa, no centro da capital portuguesa, para pedir a saída da presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Lula.
O juiz Sérgio Moro está sendo muito homenageado na manifestação, com cartazes e palavras de ordem.
14:14
Jefferson Puff - @_jeffersonpuff, Da BBC Brasil no Rio de JaneiroInspirada pelas declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, a dona de casa carioca Cristina Oliveira, de 54 anos, levou ao protesto uma cobra feita de pano amarrada por um cordão.
"O PT tem que cair fora. Todos os que forem comunas têm que ir embora", diz.
Cristina disse que apesar do Lula ter mencionado a jararaca ela está puxando uma lombriga, um verme que suga.
14:22
Luís Barrucho - @luisbarrucho, Da BBC Brasil em Londres Há 25 anos vivendo em Londres, a brasileira Marília Mesquita diz protestar contra o "comunismo do PT". Ela quer o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Lula. "Meu passaporte brasileiro vai expirar e eu não quero um passaporte de um país comunista", diz ela.14:25
Mamede Filho, De Lisboa para a BBC BrasilA aposentada paulista Dulcina Gonçalves de Mendonça, de 80 anos, vive em Lisboa com a família há 11 anos e participou do protesto na capital portuguesa.
"Faz cerca de dois anos que o governo corta 25% da pensão de quem vive fora do Brasil. Estou recebendo 140 euros por mês, ninguém consegue viver com isso. É um absurdo o que fazem com os aposentados. Só porque optamos por viver fora do país temos menos direito que os outros pensionistas?", diz.
14:33
Jefferson Puff - @_jeffersonpuff, Da BBC Brasil no Rio de JaneiroBreno da Silva, de 20 anos, diz ter vendido 50 camisetas a R$ 20 cada durante os protestos deste domingo no Rio.
Morador de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ele se diz contra o governo Dilma.
"Trabalhava embarcado em Salvador, no setor do petróleo. Desde novembro, com a Lava Jato, perdi meu emprego. Só na minha rua são 30 desempregados. Agora sou camelô", diz.
14:42
Os atos deste domingo têm um combustível adicional: os últimos desdobramentos da operação Lava Jato e o pedido de prisão do ex-presidente Lula, pelo Ministério Público paulista. Leia mais na nossa reportagem.Entenda a denúncia e pedido de prisão do MP contra Lula
14:46
Jefferson Puff - @_jeffersonpuff, Da BBC Brasil no Rio de JaneiroA BBC Brasil voltou a encontrar o militante a favor da ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher, famosa por suas duras políticas de austeridade.
O médico Raphael Alevato, de 28 anos, estava vestido com a mesma camiseta que rendeu muitos comentários nas redes sociais da BBC Brasil no último protesto realizado no Rio, em dezembro passado: "O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros".
14:51
A av. Paulista, em São Paulo, está bastante cheia na tarde deste domingo, e algumas pessoas relatam dificuldades até mesmo em chegar ao local.
O tempo médio de espera para comprar bilhetes na estação Faria Lima, em Pinheiros, é de 40 minutos, dizem usuários a caminho da avenida ao repórter da BBC Brasil Ricardo Senra.
14:55
A polarização política vem dividindo opiniões dentro de algumas famílias brasileiras. A BBC Brasil conversou com duas delas. Leia a reportagem.
Investigação contra Lula causa 'climão' em famílias
15:04
@bbcbrasil15:18
Um grupo motoristas do Uber vai aproveitar o protesto que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff na avenida Paulista, na tarde deste domingo (20) em São Paulo, para exigir também o aumento das tarifas para os passageiros que usam o aplicativo.
Eles confeccionaram faixas com a mensagem: “Uber: Precisamos de tarifas atualizadas para manter a qualidade. Fora, Dilma.”
Segundo os motoristas, a empresa responsável pelo aplicativo que liga motoristas particulares a passageiros diminuiu as tarifas em 15% no fim de 2015. Eles afirmam que os motoristas mais prejudicados são os do Uber X, que possuem a tarifa mais barata.
15:39
Jefferson Puff - @_jeffersonpuff, Da BBC Brasil no Rio de Janeiro"Após quase cinco horas de protesto, manifestantes já deixam a orla de Copacabana. Segundo os organizadores o protesto teria reunido 1 milhão e meio de pessoas. A PMERJ não divulga estimativas de público, mas de acordo com a imprensa local, policiais teriam comentado informalmente que havia menos pessoas do que o divulgado pela organização. Em comparação com protestos anteriores, o consenso é de que este foi um dos maiores.
Os manifestantes no Rio focaram suas reivindicações na prisão de Lula, o impeachment de Dilma e o "Fora PT", e houve muitas demonstrações de apoio ao juiz Sérgio Moro.
Apesar de não ter contabilizado grandes confrontos, foi registrado ao menos um enfrentamento entre militantes pró-PT e manifestantes antigoverno. Pedidos de intervenção militar voltaram a ser vistos, e políticos conhecidos, como o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), não estiveram presentes.
15:51
Ricardo Senra - @ricksenra, Da BBC Brasil em São PauloO partido Solidariedade, de Paulinho da Força, distribui abadás do “Bloco Fora Dilma”, durante protesto que pede o impeachment da presidente na avenida Paulista, em São Paulo.
O presidente estadual do partido, Davis Carvalho, afirmou à BBC Brasil que foram distribuídos 10 mil abadás. "Trouxemos porque queremos um protesto alegre e o Carnaval é sinônimo de alegria", disse ele.
Questionado se a "carnavalização" poderia esvaziar o protesto, ele afirmou que o importante é o bom-humor. "O povo gosta, olha aí", disse enquanto apontava um grupo de jovens sambando na avenida Paulista.
15:57
Em Salvador, a estimativa da PM é de que o protesto antigoverno tenha reunido 20 mil pessoas na Barra.
Segundo a Agência Brasil, o ato começou às 10h e terminou por volta das 13h no Farol da Barra.
15:57
Em Porto Alegre (RS), o PT organizou uma manifestação pró-governo no Parque da Redenção, com o slogan "Democracia: Se você for, ela fica".
16:25
No Recife (PE), a PM estimou em 120 mil o número de participantes dos protestos antigoverno em Boa Viagem, segundo a Agência Brasil.
16:36
Marcia Carmo , De Buenos Aires para a BBC BrasilHá, no momento, cerca de 40 pessoas no protesto contra a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e o PT No Obelisco de Buenos Aires, capital argentina.
A manifestação foi marcada para as 16h, e os participantes exibem pequenos cartazes com frases como "Fora Dilma" e "Basta de corrupção".
O grupo é formado por estudantes e outros brasileiros que moram na capital argentina.
16:39
"Não foi só a confusão Hegel e Engels. O pedido de prisão preventiva do Ministério Público tem muitas falhas. Trata-se de um ex-presidente, isso é coisa séria, tem que ser levado a sério", diz Kim Kataguiri, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), um dos organizadores do protesto.
Minutos antes da entrevista ao repórter Ricardo Senra, Geraldo Alckmin e José Serra passaram ao lado do carro do MBL.
"É bom ver que essa oposição, que no início dizia que era contra o impeachment, perceber que estavámos certos desde o começo", diz Kim.
Ele prometeu ainda que nas eleições que vem o movimento terá representantes no PSDB, DEM e outros partidos.
16:45
Abaixo, algumas das camisetas sendo vendidas na avenida Paulista:16:48
A alameda Santos, paralela à avenida Paulista, também foi tomada por manifestantes em São Paulo e acabou interditada, informa o repórter Rafael Barifouse.
Ele escutou manifestantes dizendo que iam embora porque "não dá para andar", tamanha a multidão.
16:52
Na avenida Paulista, alguns manifestantes fazem fila para entrar no caminhão do batalhão de choque da PM e tirar fotos com policiais e a bandeira do Brasil, informa a repórter Júlia Dias Carneiro.
16:54
Na área VIP do Movimento Brasil Livre, na Avenida Paulista, há cupcakes à venda com várias estampas, entre elas do japonês da Federal.
16:55
O empresário e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo João Dória subiu no carro de som do MBL (Movimento Brasil Livre) para também fazer um discurso contra a presidente Dilma Rousseff e defender a manifestação. "A avenida Paulista, lotada como está, prova que o clamor pelo impeachment é tudo menos golpe", afirmou.
17:01
Alguns manifestantes pró-Dilma se reuniram neste domingo na Praça São Salvador, zona sul do Rio, informa o correspondente da BBC Brasil Jefferson Puff.
Foi realizada uma assembleia da Frente Brasil Popular, que reúne entidades dos movimentos sociais e partidos como PT e o PC do B.
17:10
Ricardo Senra - @ricksenra, Da BBC Brasil em São Paulo17:16
O senador Ronaldo Caiado (DEM) pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas diz que não tem certeza de como ficaria o país com um eventual governo Michel Temer (PMDB), atual vice.
"Eu, pessoalmente, gostaria que convocassem novas eleições. Não temos certeza da autonomia do PMDB em relação ao PT. O importante é que a Dilma caia. Este é o clamor popular. Já sobre Temer, não posso prever", afirmou o senador.
17:24
Marcia Carmo , De Buenos Aires para a BBC BrasilOs mineiros Davidson Pereira, de 20, e Jefferson Martins, de 28, que moram em Buenos Aires, levaram seu cachorro ao protesto desta tarde no Obelisco, centro da capital argentina.
"Além de estar preocupado com a política e a corrupção, estou preocupado com a economia brasileira", disse Pereira.
"Ela está afetando nossas famílias", acrescentou Martins. "Eu trabalho com turismo e vejo cada vez menos turistas brasileiros vindo para cá porque o dólar subiu. O problema é no Brasil, mas também nos afeta aqui."
17:27
"Sósia" do "Japonês da PF" faz sucesso tirando fotos com manifestantes na av. Paulista.
17:42
Ricardo Senra - @ricksenra, Da BBC Brasil em São PauloMarcello Reis, do Revoltados Online, e o ator Alexandre Frota cataram juntos, há pouco "Satisfaction", dos Rolling Stones, em cima do trio elétrico na avenida Paulista.
O trio elétrico tem uma banda, dois telões, elevador e é chamado pelos organizadores de "mansão sobre rodas". "Somos coxinhas e vamos fritar o PT", dizem os ativistas.
Pouco depois, começou uma confusão diante do trio elétrico, quando um grupo atirou garrafas d'água no carro. Frota interrompeu seu discurso e desceu do carro. "Eu resolvo", disse ele.
Pelo microfone, os organizadores chamaram a PM, que apartou a briga.
17:45
O Datafolha calculou em 450 mil pessoas o número de manifestantes na av. Paulista às 16h.
Segundo a Folha de S. Paulo, isso faz do ato o maior já registrado na cidade, superando as Diretas Já (de 1984).
A contagem é parcial, já que o protesto continua.
17:51
O senador Aécio Neves (PSDB) foi ao protesto contra a presidente Dilma Rousseff na avenida Paulista e disse que ela precisa sair do governo para o país voltar a crescer. "Estou ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), como cidadãos que somos, para dizer que o Brasil precisa encontrar um novo e virtuoso caminho e nós vamos ajudar para que esse caminho seja encontrado", afirmou.
"Nós temos três saídas hoje: o impeachment de Dilma Rousseff, a cassação da chapa via TSE e a renúncia da presidente. Todos são caminhos, mas obviamente com consequências diversas. Vamos aguardar para que haja convergência entre a rua e a política para que a resposta seja rápida para o Brasil", disse o senador tucano.
17:51
Ricardo Senra - @ricksenra, Da BBC Brasil em São PauloLevy Fidelix (PRTB) também participou dos protestos.
"Dilma e Temer vão cair, vão convocar novas eleições e eu serei candidato", disse.
18:15
O senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB,
foram hostilizados durante a passagem deles no protesto que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff na avenida Paulista.
Um vídeo publicado no site do jornal Folha de S.Paulo exibe um grupo xingando os tucanos de “oportunistas”.
Grupos fizeram coro para xingar o senador, que ficou em segundo nas últimas eleições presidenciais, e compareceu para apoiar o ato.
18:15
A av. Paulista começa a esvaziar, informa o repórter Ricardo Senra. Um carro de som toca o hino nacional.
Acima, máscaras à venda do "Japonês da PF".
18:30
Ricardo Senra - @ricksenra, Da BBC Brasil em São Paulo"Lula falou que se queriam matar a jararaca não amassaram a cabeça. A polícia não amassou a cabeça dele, mas esse povo aqui amassou", afirmou, já no final dos protestos, o líder do movimento Vem Pra Rua, Rogerio Chequer.
18:36
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que o protesto contra a Dilma em São Paulo é uma "demonstração de civismo".
"É uma festa democrática pacífica, sem briga, com uma grande participação popular. É o momento de cada um ajudar o Brasil a, o mais rápido possível, virar essa página e retomar o crescimento, emprego, a normalidade", afirmou.
18:53
Embora tenha sediado vários protestos contra o governo nos últimos meses, Miami não integrou a onda de manifestações deste domingo.
Uma série de eventos de rua na cidade - entre os quais o Festival Calle Ocho (foto), tradicional festa cubana - fez os manifestantes se dispersaram em pequenos protestos em cidades vizinhas, como Boca Raton.
18:58
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que cerca de 1,4 milhão de pessoas se reuniram na avenida Paulista no ato contra a presidente Dilma Rousseff. De acordo com a pasta, 1,8 milhão de pessoas se reuniram em todo o Estado.
O horário de pico, segundo o governo Estadual, foi às 16h15. O cálculo foi feito pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), que usa o georreferenciamento da área, definindo polígonos de concentração de pessoas por meio de fotos e aéreas e terrestres.
A estimativa feita pela Polícia Militar não considera a rotatividade do público. Foram registrados dois furtos e uma ocorrência de desacato. A Secretaria da Segurança informou que não foi registrada nenhuma ocorrência grave.
O Datafolha calculou em 450 mil pessoas o número de manifestantes na av. Paulista às 16h.
Segundo a Folha de S. Paulo, isso faz do ato o maior já registrado na cidade, superando as Diretas Já (de 1984). A contagem foi parcial e o instituto de pesquisas pode divulgar um número maior.
19:27
O Datafolha afirmou que 500 mil pessoas participaram do protesto realizado na avenida Paulista neste domingo, que pediu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo o instituto, a medição ocorreu no horário de pico de concentração de pessoas na via, às 16h15.
Já de acordo com a medição feita pela Secretaria da Segurança Pública no mesmo horário, 1,4 milhão de manifestantes participaram do ato. De acordo com a pasta, outras 400 mil pessoas protestaram contra a presidente em outras cidades do Estado.
Phonte BBC
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