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sábado, 2 de julho de 2016

Os primeiros campos de concentração do mundo nasceram no continente americano, não na Europa


Bill Federer

Comentário de Julio Severo:
O comunismo foi a pior coisa que já aconteceu com Cuba? À primeira vista, sim. Mas nada como um bom historiador para mostrar que Cuba já teve tempos muito piores, muito antes do comunismo. Sem querer de forma alguma desculpar o comunismo, as revelações do historiador americano Bill Federer mostram que quando Cuba era dominada por uma Espanha tirânica ultracatólica no século XIX, as atrocidades do governo espanhol contra o povo cubano eram tão grandes que faziam Fidel Castro parecer um democrata bondoso. 

Federer aponta, por exemplo, que os campos de concentração nazistas e soviéticos se inspiraram nos campos de concentração que a Espanha impôs contra o povo cubano antes mesmo do nascimento da União Soviética e da Alemanha nazista. Poderiam perguntar: como podia a Espanha ultracatólica judiar tanto do povo católico de Cuba? Não é difícil responder a essa pergunta quando entendemos que foi igualmente uma Espanha ultracatólica que era viciada no uso descontrolado da Inquisição contra milhares de judeus inocentes. 

Leia agora o artigo de Federer:

Teddy Roosevelt e seu regimento Rough Riders, 1898

A escravidão durou em Cuba mais do que em qualquer outro país do hemisfério ocidental, com exceção do Brasil. Os escravos eram comprados da África onde comerciantes muçulmanos árabes de escravos haviam escravizado 180 milhões de pessoas nos 14 séculos de existência do islamismo.
O presidente americano James Buchanan escreveu em 19 de dezembro de 1859: “Quando não mais houver um mercado de fornecimento de escravos africanos em Cuba… o Cristianismo e um modo de vida civilizado gradualmente penetrarão aquelas trevas existentes.”

O presidente americano Ulysses S. Grant declarou em 2 de dezembro de 1872: “A escravidão em Cuba é… um mal horrível… Muito esperamos que… a Espanha voluntariamente adotará… a emancipação… em solidariedade às outras potências do mundo cristão e civilizado.”
Movimentos de independência foram tentados em Cuba nas décadas de 1820 e 1830, mas a monarquia totalitária da Espanha os esmagava.

Em 10 de outubro de 1868 o proprietário de terras Carlos Manuel de Céspedes libertou seus escravos e declarou a independência de Cuba da Espanha.

Os cubanos escreveram um “Manifesto de 10 de Outubro” em 1868 dizendo: “Ao nos rebelarmos contra a tirania espanhola, queremos indicar ao mundo as razões… A Espanha nos governa com mão de ferro e sangue; ela impõe… impostos conforme quer; priva-nos de toda liberdade política, civil e religiosa; nos mantém sob vigilância militar em dias de paz, prendendo, exilando e executando sem o devido processo… proíbe que nos reunamos com liberdade…”

O “Manifesto de 10 de Outubro” de Cuba continuou: “A Espanha nos sobrecarrega com burocratas gulosos que vivem à custa de nosso patrimônio e consomem o que o nosso trabalho produz… de modo que não conhecemos nossos direitos, e a Espanha nos mantém na ignorância… Força-nos a sustentar um exército dispendioso, cuja única utilidade é nos reprimir e nos humilhar… Ao Deus da nossa consciência apelamos, e à boa vontade das nações civilizadas…”

O “Manifesto de 10 de Outubro” finalizou: “Queremos gozar a liberdade para a qual Deus criou o homem… Queremos abolir a escravidão… Queremos liberdade de reunião, liberdade de imprensa e liberdade de restaurar a consciência; e apelamos para praticar os direitos inalienáveis do homens…”
Em 1878, o governo espanhol esmagou a revolta e terminou a “Guerra dos Dez Anos” em que milhares de cubanos foram mortos. Sob pressão internacional, a Espanha terminou a escravidão por decreto real em 1886.

Outra guerra ocorreu em 1879, e finalmente, em 1895, eclodiu uma rebelião. A Espanha enviou o governador Valeriano Weyler para Cuba para esmagar os manifestantes anti-governo. Weyler usou o modelo do governo americano, que internou os índios cheroquis durante a Remoção Índia da Trilha das Lágrimas de 1830 e transformou o modelo em notórios “campos de concentração.”

Ele ajuntou como gado centenas de milhares de civis cubanos de suas fazendas rurais e os fez marchar até campos de concentração lotados de gente — um exemplo que Hitler e Stálin imitaram.
Súplicas de socorro chegaram até os Estados Unidos. O cruzador USS Maine foi enviado ao porto de Havana. Explodiu sob condições suspeitas em 15 de fevereiro de 1898.

William Hearst e Joseph Pulitzer, donos de grandes jornais, incitaram o sentimento do povo com o jornalismo da “imprensa marrom,” exigindo que o presidente McKinley fizesse uma intervenção militar. McKinley finalmente aprovou uma resolução do Congresso em 20 de abril de 1898: “Considerando que as condições abomináveis que têm existido por mais de três anos na ilha de Cuba, tão perto de nossas fronteiras, chocaram o senso moral do povo dos Estados Unidos, têm sido uma vergonha para a civilização cristã, culminando na destruição do navio de guerra dos Estados Unidos, com 266 de seus oficiais e tripulação, enquanto numa visita amistosa no porto de Havana, não dá mais para tolerar… O Senado e a Câmara dos Deputados decidem… que o povo da ilha de Cuba tem o direito de ser livre.”

O vice-ministro da Marinha, Theodore Roosevelt, se demitiu e organizou a primeiro regimento de cavalaria de voluntários, composto de esportistas, coubóis e até índios. O Exército dos EUA usou a metralhadora Gatling pela primeira vez em combate ofensivo móvel.

Teddy Roosevelt e o Regimento de Cavalaria Rough Riders, junto com outros regimentos que incluíam os Soldados de Buffalo, atacaram o monte Kettle de Cuba, que era então o monte San Juan, capturando-o em 1 de julho de 1898.

Depois de oito horas de luta pesada 1.500 americanos perderam a vida. Um dos oficiais, o tenente John J. “Black Jack” Pershing, mais tarde subiu ao posto mais elevado de “General dos Exércitos.”
Pershing escreveu: “O comando inteiro avançou calmamente como se o zunir das balas fosse zumbido de abelhas. Regimentos brancos, regimentos negros, soldados rasos e o Regimento Rough Riders, representando os jovens do Norte e Sul, lutaram ombro a ombro, sem se importar com raça ou cor, sem se importar se eram comandados por ex-confederados ou não, e se importando apenas com seu dever comum de americanos.”

Os feridos foram cuidados por Clara Barton, fundadora da Cruz Vermelha Americana, e uma ordem de Irmãs Católicas chamadas de Turma de Anjos.

Quando milhares de soldados morreram de febre amarela, o médico militar Walter Reed confirmou que a febre era espalhada por mosquitos. Entre os milhares de soldados americanos que lutaram na Guerra Hispano-Americana estavam 10 regimentos de negros americanos apelidados de “Os Imunes,” pois eles eram considerados mais resistentes ao clima e doenças tropicais.

Depois da guerra, Cuba, Porto Rico, Guam e Filipinas não mais estavam sob o domínio da Espanha.
O presidente McKinley escreveu em 6 de julho de 1898: “Numa época em que o Exército e a Marinha fizeram realizações gloriosas em Cuba, é conveniente pararmos… e reverentemente nos prostrarmos diante do trono da graça divina e dar nosso louvor devoto a Deus, que mantém as nações na palma de Suas mãos.”

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): 1st concentration camps were in New World, not Europe

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