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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Escola Sem Partido: O que é, e o que pretende

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Há mais de 50 projetos baseados no ESP, em defesa dos alunos


Muito se tem discutido sobre esse tema “Escola Sem Partido”, mas até hoje nem todos sabem o que ele significa. Tudo começou em 2004, quando o advogado católico Miguel Nagib, 57 anos, se indignou com um professor de história que comparou Che Guevara a São Francisco de Assis.

A comparação entre os dois fez Nagib perceber que muitos professores usam a sala de aula para promover suas próprias preferências, violando a liberdade de consciência e crença dos alunos. Pensando nisso, ele deu início ao movimento político Escola Sem Partido (ESP).

“As escolas e as universidades estão sendo usadas politicamente por grupos que disputam poder na sociedade. Isso é uma prática ilegal que, infelizmente, tem acontecido no Brasil”, explicou.

Embora seja alvo de muitas críticas, o ESP prevê uma ação muito simples. Fixar um cartaz em sala de aula, “lembrando” sobre os deveres dos professores. O advogado afirma que “os deveres já existem” e que o objetivo é informar aos estudantes sobre o direito que eles têm de “não serem doutrinados”.

De movimento a associação


O movimento ganhou notoriedade em 2015, quando mais de 50 projetos de lei inspirados nele foram apresentados. Depois disso, passaram a ser debatidos em câmaras municipais, assembleias legislativas e até no Congresso Nacional. O que era apenas um movimento passou a ser uma associação.

Os apoiadores do projeto enxergaram um processo já bem avançado da “doutrinação esquerdista” nas escolas. Segundo Nagib, a intenção não é ir contra a Constituição que garante a “pluralidade de ideias no ambiente de ensino”, mas garantir que essa pluralidade seja imparcial. Além disso, defende o direito dos pais na decisão sobre o conteúdo da educação dos filhos, em especial religioso e moral.

Por que o ESP tem provocado polêmica?

Apoiadores e críticos debatem se o projeto fere de alguma forma a Constituição. O que ocorre é que a “doutrinação ideológica” engloba a educação política, moral, sexual e religiosa. Isso inclui a “ideologia de gênero” o que faz crescer ainda mais o número de debates.

Fora isso, o projeto é uma das principais bandeiras do presidente eleito Jair Bolsonaro para a educação. A maioria dos que lutam contra a aprovação do ESP é adepta aos partidos de esquerda.

No dia 31 de outubro, ocasião em que o projeto seria votado, houve um grande movimento pelos esquerdistas na Câmara dos Deputados. A votação foi cancelada e remarcada para a semana seguinte.

Lideranças evangélicas apoiam o ESP e acreditam ser fundamental que o futuro ministro da Educação rompa com a linha ideológica que se instalou na pasta durante os governos do PT.

Phonte: Gospel Prime

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